Morreu um
pedaço de Esposende, um pedaço daqueles nunca mais será recomposto.
Foi como se
tivesse caído uma bomba em Esposende, a notícia deixou toda a comunidade
incrédula.

De origens
humildes, educado, distinguia-se principalmente pela nobreza da sua
simplicidade, emanava alegria, costumava imitar o Vasco Santana nas suas
paródias.
Tinha o
coração na boca.
Penso que
pouca gente o deve ter visto num dia mau.
Filho do ex.
pescador e jogador de futebol, Tião e sendo sua mãe, Laida Paquete.
Pessoalmente
tive o privilégio de trabalhar com ele em terra e no mar, e era no mar que ele
se destacava.
Era ágil,
bom safador de peixe, desperto, atento, bom pescador.
Como tudo na
vida tem que se aprender, e até para lavar o convés de um barco é preciso
saber, aprender, e isso ele ensinou-me, nunca mais me esquecerei.
Não se pode
atirar o balde borda fora para encher de uma só vez, tem que ser lentamente, se
não estamos sujeitos a ir borda fora com o balde.
Ele, gostava
muito fazer patinagem no convés, quando pescávamos raias, rodovalhos, tamboris,
estes largavam um langanho que é escorregadio e ele vinha da proa á poupa
passando por a casa do leme a deslizar.
Assim era o
Zequinha, e estas são apenas algumas recordações entre muitas e basta
recorda-las para ficar bem-disposto.
Aposto que
era isto que ele queria.
Luís Eiras.
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