quinta-feira, 5 de julho de 2018

Estudo para Ecoparque das Sete Fontes apresentado.

Projecto de Enquadramento Urbanístico desenvolvido por equipa liderada por Jorge Carvalho
O Estudo Preliminar de Enquadramento Urbanístico do Ecoparque das Sete Fontes e respectiva proposta executória, desenvolvido por uma equipa técnica contratada pelo Município e liderada por Jorge Carvalho - conceituado urbanista e especialista na execução de planos urbanos e em perequação -, foi apresentado esta semana a diversos proprietários e agentes políticos representativos da Câmara, Assembleia Municipal e Juntas de Freguesia.
As reuniões permitiram fazer um ponto de situação do processo, auscultar os intervenientes e informar sobre os passos que se irão seguir. O programa para o Ecoparque das Sete Fontes pretende afirmar a sua salvaguarda, viabilizar o seu usufruto pela população, assegurar o enquadramento urbanístico e potenciar o seu valor patrimonial e paisagístico.
O Estudo tira máximo partido da dimensão patrimonial existente e do seu excepcional enquadramento paisagístico, afirmando a presença de uma vasta área florestal que se deverá manter e valorizar como elemento paisagístico.
O objectivo passa por qualificar a relação do Ecoparque com a ocupação envolvente (Gualtar, Hospital, Universidade, Bairro da Alegria, Quinta da Armada, Verdosas, Sete Fontes, Areal de Baixo e Areal de Cima), estabelecendo uma rede viária e polos vivenciais que se afirmem como “portas” de entrada, capazes de valorizar o Parque e estimular a sua vivência, utilização e segurança.
O processo avançará com alterações identificadas pela equipa técnica como necessárias no PDM, de modo a permitir ultrapassar questões de exequibilidade presentes no actual PDM. O estudo aprofunda e qualifica a relação com a envolvente e perspectiva acordos institucionais, com a elaboração de processos urbanísticos e fundiários capazes de agilizar e assegurar com sustentabilidade a sua efectiva execução.
No plano da valorização e preservação patrimonial, o Complexo Monumental das Sete Fontes está protegido, isto devido à suspensão do PDM, datada de 18 de Fevereiro de 2014 e ao estabelecimento de medidas cautelares preventivas; à anulação do espaço canal previsto para o lanço da EN103 – Variante de Gualtar, entre o Nó do Hospital e o Nó Norte (Nó do Fojo), que colocava em risco a integridade do monumento e à classificação da área no âmbito do Plano Director Municipal como espaço verde delimitado por UOPG.
Na visão do Município de Braga as Sete Fontes têm um inequívoco e incontestável valor patrimonial, cultural e ambiental, tendo o espaço sido alvo de diversas diligências por parte do Executivo com vista à sua recuperação, promoção e valorização.
O Executivo Municipal apreciará na próxima reunião de Segunda-feira, 9 de Julho, os referenciais estratégicos do percurso e validações estratégicas bem como as opções técnicas a assumir para a viabilização e execução deste importante projeto.

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