quarta-feira, 2 de maio de 2018

EX-COMBATENTES COMEMORARAM 7º ANIVERSÁRIO

O Núcleo dos ex-Combatentes de Mar, da freguesia de S. Bartolomeu do Mar, concelho de Esposende, comemoraram, no domingo, o 7º aniversário com um programa que constou da colocação de flores no Memorial, romagem ao cemitério, eucaristia e almoço-convívio.
A chuva não estragou a comemoração do 7º aniversário do Núcleo de ex-Combatentes de S. Bartolomeu do Mar, Esposende, que decorreu no domingo, com um programa apropriado.
Assim, foi colocada uma coroa de flores no Memorial aos ex-Combatentes, sito no Largo 25 de Abril, “em homenagem a todos os ex-Combatentes”, seguindo-se a romagem ao cemitério, cerimónia a que presidiu o Padre Franquelim Neiva Soares, e onde foi colocada uma coroa na lápide dos dois ex-combatentes falecidos em combate, os primos José Lima e Gastão Lima, assim como homenageados três ex-combatentes que fizeram vinte anos de falecimento, a saber, o Doutor José Vaz Saleiro e Silva, o Padre Manuel Neiva Soares e Eugénio Cepa Afonso.
Seguiu-se a Eucaristia, presidida pelo pároco Manuel Viana, que referiu que “um povo ou uma pátria sem memória desaparece depressa”. E esta homenagem é fazer memória enquanto “ato de gratidão e de dever que podemos fazer todos”.
Por sua vez, Fernando Cepa, considerou ser “um direito e uma obrigação” relembrar todos os ex-Combatentes. Lembrou, ainda, o ex-pároco Jaime Machado, recentemente falecido “grande amigo dos ex-Combatentes e presença assídua dos nossos encontros”. Agradeceu, por fim, a todos os que contribuíram para que este convívio fosse uma realidade.
Ilídio Maranhão salientou na homenagem aos três ex-Combatentes que faleceram há vinte anos, a “nobre missão de servir a pátria”. Referiu, ainda, que “muitas vezes, a mão que faz a guerra é a mão que faz a paz”; mas muitas vezes, “quem manda fazer a guerra (o poder político e o poder económico), não estende a mão da Paz!” E, por isso, se compreende “com alguma tristeza, a indiferença desses senhores da guerra, relativamente aos que combateram. Mas tudo faremos, para que permaneça viva a memória dos filhos da terra que lutaram pela pátria”, disse o ex-Alferes de Cavalaria.
Por sua vez, Manuel Abreu, presidente da Junta da União de Freguesias de Belinho e Mar depois de se congratular com este tipo de convívios, lembrou que os ex-Combatentes “fazem parte da história do nosso país”.
Por último falou José Moreira, genro de Joaquim Ribeiro, da Companhia 1542 de que fez parte o saudoso José Lima, falecido em combate, em Moçambique, que agradeceu o convite e enalteceu “a amabilidade e a amizade com que sempre nos tratam e que é comum entre os ex-militares”, pois “é sempre com muito gosto que cá estamos mais uma vez”.
Antes do ex-Combatente mais idoso, Fernando Saleiro, partir o bolo de aniversário, houve momentos de animação com destaque para as tradicionais canções de Raul Machado, em especial a “Madrinha de Guerra”, de sua autoria.

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