segunda-feira, 21 de maio de 2018

ESPOSENDE - BELINHO XVII PEREGRINAÇÃO ARCIPRESTAL À SENHORA DA GUIA

“A nossa diocese convida-nos a ser semeadores da esperança” referiu o Bispo Auxiliar de Braga, D. Nuno Almeida, na homilia da XVII peregrinação arciprestal de Esposende, à Senhora da Guia, em Belinho, que apelou “à defesa da vida” e à “honestidade” dos cidadãos.
A XVII peregrinação arciprestal de Esposende à Senhora da Guia, que se realiza em Belinho, foi organizada de forma excelente, pela paróquia de S. Bartolomeu do Mar, e contou com a presença do Bispo Auxiliar de Braga, D. Nuno Almeida.
Na homilia, D. Nuno Almeida, referiu-se à festa do Pentecostes como um tempo de “contraste”, na medida em que os apóstolos no dia da Ressurreição de Cristo estavam “transtornados, paralisados, fechados, cheios de medo e alguns até já tinha desertado”, e, com a vinda do Espírito Santo os mesmos apóstolos “pregavam na praça pública, sem medo, entusiasmados, falando para um público de todas as raças”. Isto porque o Espírito Santo “é fogo que nos torna responsáveis, evangelizadores e missionários, enquanto testemunhas da alegria do Evangelho e darmos testemunho da esperança”, salientou o prelado. Por isso, “a nossa diocese convida-nos a ser semeadores da esperança”.
Neste sentido, D. Nuno lembrou a necessidade de se defender a vida, como manda o artigo 24º, da Constituição Portuguesa ao referir que “a vida humana é inviolável. Em causa está o problema atual em debate, a eutanásia. “Fomos convocados para olhar para a vida como um dom, tarefa que passa pela responsabilidade. Ninguém é dono da vida humana: nem no nascer, nem no morrer. Recebemos a vida como dom e temos uma missão a cumprir”. E continuou: “a eutanásia é um retrocesso tremendo na civilização. O que é preciso é votar os cuidados e melhorar a vida de quem sofre. Aí é que é preciso legislar. Só é livre quem vive! A eutanásia não representa um exercício de liberdade, mas a supressão dessa liberdade”, rematou o Bispo de Braga, pois “não podemos calar a nossa voz”.
Por outro lado, D. Nuno lembrou outro tema atual: a corrupção. “Somos convocados para viver e testemunhar a honestidade” em todos os setores da vida humana. E perguntou: “como é isso de adorar, de valorizar aqueles que nos roubam?”. “Estamos a deixar aos jovens um mundo muito complexo, em que a democracia está corroída.”
E concluiu: “um cristão é um cidadão que não pode delegar nos outros a sua fé”.
No final, o arcipreste de Esposende, Delfim Fernandes, deu os “parabéns à paróquia de Mar pelo desafio de organizar a peregrinação” anunciando que a próxima peregrinação será no dia 19 de maio de 2019, estando a organização a cargo das paróquias de Forjães e Belinho.
Dr. Sampaio Azevedo

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