terça-feira, 11 de julho de 2017

Língua Portuguesa é um ´veículo privilegiado´ de ligação entre os povos.

Jornadas ´A Língua como Oportunidade´ realizaram-se em Santiago de Compostela.
Ricardo Rio, presidente da Câmara Municipal de Braga e do Eixo Atlântico, participou hoje, dia 10 de Julho, nas Jornadas “A Língua como Oportunidade”, organizadas pela União das Cidades Capitais de Língua Portuguesa (UCCLA) e pelo Concello de Santiago de Compostela, contando com o apoio da Academia Galega de Língua Portuguesa. O Autarca Bracarense integrou a cerimónia de abertura e um painel dedicado ao tema ´A oportunidade do Camiño Português de Santiago´.
Assinalando a entrada do Município de Santiago de Compostela para a UCCLA, como Membro Observador - no dia 19 de Abril, por ocasião da sua XXXIIIª Assembleia Geral, realizada em Luanda - as duas organizações decidiram realizar umas jornadas com o objectivo de abordar a importância da língua, nomeadamente na vertente económica.
Segundo o Edil, este tipo de iniciativas ´corporiza o esforço de abrir portas´ à colaboração entre instituições, cidadãos e Cidades. “Cada vez mais as Cidades são o espaço natural de colaboração e são muitas as redes que, a nível internacional, têm o compromisso de suprimir barreiras, estreitar laços culturais, promover o desenvolvimento das regiões e a partilha de boas praticas para que os resultados sejam os melhores”, referiu.
De acordo com Ricardo Rio, a língua é um veículo privilegiado de ligação entre as Cidades, cidadãos e Estados distantes entre si. “Em todo o mundo temos Cidades com as quais dispomos de um canal de comunicação que deve potenciado. Este é o momento de saudar a iniciativa de Santiago de Compostela de se juntar à UCCLA, um espaço de colaboração que contribui para a união entre os povos e para a promoção do desenvolvimento integrado”, disse.
A proximidade entre o galego e o português permite ser entendido na forma de relacionamentos económicos com as Cidades UCCLA e os mercados em que se inserem, inclusive os mais distantes, como os da China. Os percursos do turismo, nomeadamente o turismo religioso e o arquitectónico a ele ligado são, igualmente, formas de intercâmbio que as jornadas reflectiram.
Sobre o Caminho Português de Santiago, Ricardo Rio realçou a necessidade de uma maior articulação entre os diversos agentes no terreno. “Essa é a dimensão em que estamos mais atrasados. É perceptível a inexistência de uma estrutura que junte o turismo, estruturas regionais e culturais. Esse é um dos grandes desafios que lançamos ao Governo, o de replicar do lado português uma estrutura com as funções do Xacobeo em Espanha, que possa ter uma acção eficiente. Essa é a prioridade das prioridades”, salientou.
Apesar da necessidade de maior articulação, o autarca enfatizou as melhorias e o crescimento da notoriedade do caminho português nos últimos anos, reflectido num aumento considerável de utilizadores. “Passamos de mais de 20 mil visitantes há 5 anos atrás para quase 40 mil em 2016, o que representa já uma parcela próxima dos 20% dos visitantes que chegam a Santiago. Esta realidade tem um elevado valor económico e mobiliza os actores colectivos a responder aos desafios, nomeadamente à muita qualificação física que falta concretizar e à promoção internacional que tem de continuar a ser desenvolvida, sendo a candidatura a classificação do caminho português como património imaterial da humanidade um importante passo nesse sentido”, disse.
Presentes nas Jornadas estiveram personalidades como Vítor Ramalho, Secretário-Geral da UCCLA, Joám Evans Pins, secretário-geral da Academia Galega da Língua Portuguesa, Valentín Garcia Gómez, Secretário-geral de política linguística, Lídia Monteiro, directora-coordenadora do Turismo de Portugal, Gonçalo Mello Mourão, representante permanente do Brasil junto da CPLP, e Martiño Noriega Sánchez, Alcaide-Presidente do Concello de Santiago de Compostela, bem como representantes empresariais portugueses e galegos.

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