sábado, 8 de julho de 2017

DESPORTO – MOTOCICLISMO ENDURO CUP

O jovem Mateus Cepa, de Esposende, vive para o motociclismo. Com convicção, afirma que “gostava de fazer disto a minha vida”. Sempre sonhou com motos. Hoje, aos dezasseis anos e no primeiro ano de competição está a dar cartas. Apesar de ser uma promessa, mais parece ser uma certeza.
   As crianças também vivem de sonhos. Pelo menos, Mateus Cepa confirma que isto é verdade, pois desde pequenino que sonha com motos. E hoje, aos dezasseis anos está a começar a concretizar aquilo com que sempre sonhou: as motos e o motociclismo.
   Segundo nos confessou, “adorava andar de mota. Ficava todo contente quando o meu avô Delfim me levava ao infantário de mota”. O bichinho instalou-se. Ao concluir o sétimo ano, o pai ofereceu-lhe uma moto pequena, que depois trocou por uma maior. O gosto foi crescendo.
   Mais tarde, encontrou dois irmãos gémeos, de Marco de Canavezes, praticantes da modalidade, que lhe deram força para se lançar. “Vi uma prova deles e gostei. Depois iniciei os treinos e a competição”, confidenciou-nos. Agora, já se começam a ver os efeitos desta aposta.
   Efetivamente, Mateus Cepa iniciou-se este ano na competição, ao disputar o campeonato nacional de Enduro Cup125cc, e já subiu por quatro vezes ao pódio. Isto porque, “a confiança, o acreditar, a perspicácia e muita vontade de vencer” têm sido fundamentais para conseguir o êxito até ao momento. E se a dureza das provas é uma certeza, pois são entre quatro a seis horas de competição, com “muito nervoso miudinho, sofrimento, concentração e esforço”, no final é “uma alegria enorme, sobretudo quando se chega ao pódio. Vê-se o esforço compensado e que valeu a pena”, garante Mateus, que confidenciou que a imagem do avô está sempre presente no final de cada prova.
   Por outro lado, Mateus Cepa, que estuda informática na Escola Técnica e Artística de Viana do Castelo, reconhece que a competição “tem-me ajudado nos estudos, pois dá-me outra responsabilidade, sinto-me mais calmo, mais seguro e mais confiante”, garantiu este atleta que é orientado por Fernando Ferreira e Pedro Bianchi Prata.
   Já quanto a dificuldades, Mateus Cepa reconhece que a modalidade é “muito cara e os apoios são poucos. Temos algumas promessas e aguardamos a concretização. A própria Câmara está sensibilizada para esta situação e contamos com o seu apoio. Estou confiante que à medida que os resultados aparecerem, os patrocínios também vão chegar. Até ao momento, a família tem sido o meu suporte”, concluiu a promessa de Esposende.
   Em termos competitivos, para a presente época, Mateus Cepa sonha com “uma boa classificação, embora reconheça que este ano é de adaptação. Gostava de ficar nos primeiros lugares. Para o ano sonho mais alto: quero vencer o grupo”, diz, convicto, o jovem esposendense.
   E para terminar, Mateus Cepa é categórico: “Gostava de fazer disto a minha vida. Tenho sonhos de chegar longe. Vamos ver se consigo e se as condições o permitem. Mas o grande sonho é dedicar-me a este desporto”, remata Mateus Cepa, consciente do que quer e das dificuldades que a modalidade acarreta.

   Recorda-se que no próximo dia dezasseis, Mateus Cepa participa na prova em Souselas, Coimbra, e sente-se “muito confiante e determinado a vencer. Pelo menos vou tentar fazer o meu melhor” rematou o atleta esposendense.
Fonte: Dr. Sampaio Azevedo

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