quinta-feira, 20 de abril de 2017

Município de Esposende apresentou filme e publicação sobre o Castro de S. Lourenço no Dia Internacional dos Monumentos e Sítios

A marcar o Dia Internacional dos Monumentos e Sítios, o Município de Esposende procedeu, ontem, à apresentação do filme “Quem somos e de onde vimos…” e ao lançamento do 2.º volume “Memórias Arqueológicas do Castro de S. Lourenço”, encerrando, deste modo, o programa comemorativo dos 30 anos de intervenções arqueológicas no concelho.


Na sessão, realizada no Centro Interpretativo de S. Lourenço, em Vila Chã, o Presidente da Câmara Municipal de Esposende, Benjamim Pereira, e na sequência das declarações da Vereadora da Cultura, Jaqueline Areias, que destacou o forte investimento na cultura, expressou orgulho pelo trabalho que tem vindo a ser desenvolvido nesta área, nas mais diversas vertentes, salientando que este investimento só é possível graças à sustentabilidade financeira do Município. “Não aumentamos a carga fiscal, mas mesmo assim melhoramos os resultados financeiros”, afirmou o autarca, antecipando o anúncio do relatório de contas de 2016, que será apresentado amanhã em reunião de câmara.
Considerando que “é obrigação de qualquer município dar valor à cultura”, Benjamim Pereira deu nota do forte investimento que a Câmara Municipal tem vindo a realizar, apontando, a título de exemplo, a Galaicofolia, que se realiza precisamente no Castro de S. Lourenço, o projeto CREARTE - Crescimento da Arte Teatral em Esposende, a Rede de Museus, cujo projeto será apresentado no próximo mês de maio, a requalificação/ampliação da Biblioteca Municipal Manuel de Boaventura, que avançará em breve, a criação do Prémio Literário Manuel de Boaventura e a reedição da obra “Solar dos Vermelhos” deste escritor Esposendense. Adiantou, a propósito que a Autarquia está a avaliar a possibilidade de aquisição da casa do escritor, em Palmeira de Faro. Benjamim Pereira referiu também a requalificação do espaço envolvente ao Castro de S. Lourenço, que configura já um investimento de 150 mil euros na compra do terreno necessário à intervenção, a que se somará o custo da obra estimado em 250 mil euros. “Os 12 mil visitantes por ano justificam o investimento”, afirmou, concluindo que “é preciso ter as melhores condições para os receber”.
Benjamim Pereira aproveitou a oportunidade para anunciar que o Município adquiriu, recentemente, a Casa do Cónego, em Apúlia, o chamado edifício “Pérola”, estando agora em condições de avançar com o projeto de requalificação do imóvel.
Manifestando disponibilidade do Município para acolher novos projetos, Benjamim Pereira terminou a sua intervenção com um agradecimento especial ao Dr. Brochado de Almeida pelo trabalho de coordenação das escavações no Castro de S. Lourenço.
O investigador Esposendense e docente aposentado da Faculdade de Letras da Universidade do Porto não poupou nos elogios ao Município de Esposende pela atenção que dispensou à cultura, particularmente à área da Arqueologia, superando nesta matéria municípios de maior dimensão. “Estamos na vanguarda”, afirmou, manifestando o desejo de que outros municípios sigam o exemplo de Esposende.
A propósito do 2.º volume “Memórias Arqueológicas do Castro de S. Lourenço”, obra que coordena, referiu que a publicação, de cariz científico, pretende simultaneamente prestar homenagem à memória dos que estiveram envolvidos nas intervenções de escavação, recuperação, valorização e divulgação do património do Castro. Destacou, por isso, os muitos jovens voluntários que, no Castro de S. Lourenço, obtiveram formação técnica, num processo que sempre contou com o apoio e aposta do Município, transformando a Arqueologia e especialmente o Castro de S. Lourenço numa referência nacional e numa das mais importantes escolas de Arqueologia. Considerou, assim, que o livro é homenagem a todos eles, a quem deixou agradecimentos, bem como aos técnicos que produziram esta publicação.
A apresentação da obra coube ao Prof. Doutor Rui Morais, docente da Faculdade de Letras da Universidade do Porto, que enalteceu também o apoio e a aposta do Município na área da cultura, que expressa o valor da memória e a importância que confere ao património do concelho. Rui Morais deu nota positiva também ao documentário “Quem somos e de onde vimos…”, que permite conhecer o Castro de S. Lourenço no contexto do Noroeste Peninsular.
O documentário reflete as vivências do Castro de S. Lourenço ao longo de 20 séculos de ocupação. Tem subjacente a promoção do turismo e do património cultural e visa dar sequência ao “PASO - Projeto de Arqueologia Sem Obstáculos”, cujo objetivo é a melhoria substancial no acolhimento e informação aos visitantes com deficiência, conferindo a fruição plena do património cultural. Trata-se de mais um importante contributo para a divulgação e promoção deste povoado concelhio.
Fonte:  Serviço de Comunicação e Imagem da CME

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